domingo, 9 de junho de 2013

Manguaça

Ela nunca havia bebido antes. Na verdade ela rejeitava qualquer álcool. Fora apenas um gole, por sinal por azar, afinal, confundira catuaba com coca-cola. Mas os efeitos agora estavam agindo. Não havia como negar. A festa da faculdade tinha sido ótima, mas agora tinha de voltar para casa trocando perna por causa de um único gole.
Entrou no taxi que a levaria para casa. Deu um soluço e começou a rir. Nunca imaginou que era divertido ficar assim. Começou a rir disso tudo! Ria sem parar, quase berrando e assustando o motorista! Mas ficou preocupada com a reação dos pais. Teria que evitar falar com eles. Iria chegar em casa e ir pro quarto. Nessa hora, a preocupação tomou conta e sem saber como começou a chorar! E chorou e chorou. Só havia bebido coca-cola... e aquele gole, claro... Mas foi tão sem querer...
Chegou em casa sem maiores problemas. Quer dizer... Tirando a parte do choro e dos dois elefantes listrados que viu parado no trânsito. Abriu a porta da frente com uma certa dificuldade e correu pro quarto. Quase tombou no chão devido à corrida, mas assim que entrou no corredor, deu de cara com a mãe. “Tenho que ser discreta”, pensou, “Diga alguma coisa vá embora”. Ficou parada em frente à mãe, pensando o que ia dizer, por fim disse (tentado mascarar a voz de manguaça):
- Oi mamaeee... já disse que você é a mãe mais boniiiita do mundo... eu sempre penso nisso, que quero ser como você quando –HIC- crescer. Sabe a gente tem que ser mais vezes, ia ser bacana... agora deixa eu – HIC – dormir.
Assim que fechou a porta, a mãe – chocada com o que acabara de presenciar- apenas balançou a cabeça. “Esses jovens... tão cheios de energia e indo dormir as 17 horas da tarde...”, pensou enquanto ia cuidar de seus afazeres.
No quarto, ela se sentia agitada. Convenceu-se de que os soluços não teriam denunciado o estado para a mãe. Tentou dormir mas não conseguiu. Apesar da bebida, não tinha sono. Desistiu, pegou o celular e foi conversar com alguém no facebook. Era a melhor maneira de esconder seu estado deplorável.  Viu um amigo que não havia ido à festa (um churrasco, na verdade) e decidiu chamar:
- Ooee, cmoui vosed westa?>?>?11 U fhurraxco raba mtooo bom!
- Oi? Ta tudo bem por ai?
-Vlaaaruuu qq taaaa!!!11 Pkrrr mao esytariaa???//
-Sei lá... vai saber o q aconteceu nesse churrasco...
- AhhHHAh... mao avonteueceu nsasda... tu ortimmaA... Men tioo bBeBda...
-Eu não disse nada disso... Pq vc tá escrevendo assim todo errado...
-MEoo tooucH ii mntoo RUopin... Fuu xsair...Nejim Pra cr
(escrevi “beijo” errado, pensou...)
-pro c
(droga!)
-Beijo pra vc? O amigo tentou.
-Beeeeijo proo vcccc tbbbbbb!
“Ah, que cara chato também”, disse enquanto desligava o computador. “Ainda bem que meu touchscreen não funciona direito, senão ia achar que eu estou bêbada. Imagina?!”

Pensou nisso, soluçou mais um vez e pegou no sono.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hora da Poesia

Andei me dedicando a poesia, vejam no que deu:

Quando eu era pequeno
Aprendi o ABC
Quando eu cresci um pouco
Senti o seu Catinguelê



Porque o mundo meu amor
O mundo é um moinho
Vai esmagar seus sonhos
Sempre tão mesquinhos
E fazer bolo, pão, torta, pizza 
E um biscoito pra acompanhar


sexta-feira, 8 de março de 2013

Lanche da Cantina

Com as voltas as aulas sempre há mudanças... Principalmente no preço do lanche na cantina!!
Observando essa mudança fiz um quadro que representa bem a minha escola...
Se identificam?? 




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Banheiro


Inventei de ir ao banheiro durante a aula de inglês. A escola tinha passado recentemente por uma reforma, e muito provavelmente era a primeira vez que eu ia ao banheiro dali. Talvez por isso me deparei com algumas situações um tanto inusitadas.
Primeiro de tudo, quando fui utilizar o vaso sanitário, atrás de mim ficava o secador de mãos. Tomei um susto quando o sensor ligou o aparelho jogando ar quente nas minhas costas. Por sorte meu pulo não causou problemas na mira. Rapidamente me movimentei lateralmente e me posicionei ao lado da privada. A parede era muito colada ao vaso. E o secador era mais ainda.
Terminada minha necessidade, fui, educadamente, lavar as mãos. Porém a pia era tão pequena que tomei um banho quando abri a torneira, quando o jato de água atingiu minhas mãos.
Comecei a questionar se o tamanho daquela instalação sanitária estava dentro do padrão. Tudo ali era pequeno demais, curto demais, próximo demais. Se uma pessoa mais alta que eu (o que não é difícil de aparecer) for ali, certamente terá problemas maiores.
Pra terminar a aventura, fui enfim utilizar o dito cujo do secador. Mas o “treco” era tão barulhento, mas tão barulhento, que tive certeza de que todos na escola ficariam sabendo que eu estava no banheiro. Desisti do secador e peguei um punhado de papel higiênico para secar as mãos.
Que loucura! Tudo isso pra utilizar o banheiro. Voltei pra sala sacando a mão, braço e perna, firmemente decidido a jamais ir aquele banheiro novamente. A não ser em caso de extrema necessidade. Caso contrário, adiarei a aventura.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Viagem


Uma das coisas que mais tenho prazer é viajar. Pra mim não tem sensação melhor do que passar hora e horas dentro de um carro apertado, abarrotado de coisas, em uma estrada que parece não mudar a monótona paisagem.
Começando pela preparação: arrumar a mala. Sempre faço isso com total segurança, nunca fico com medo de esquecer nada, de deixar algo importante para trás. Para não correr riscos sempre levo um pouco além do necessário. O único problema é que as mulheres da casa (três no total) também pensam desse jeito. Assim, momentos antes de viajar, depois de me matar carregando mala pra perto do carro, eu e meu pai montamos um verdadeiro quebra-cabeças para colocar tudo dentro do veículo. A alegria que se forma dentro de mim é contagiante.
Para entrar no carro, é um de cada vez. O primeiro entra e pega bolsas de mão e travesseiros, após colocar o cinto. Então entra o próximo e assim sucessivamente até que todos os cinco estão dento e pronto para pegar a estrada. Não sem antes ligar a maravilhosa voz do GPS para um caminho feito durante anos. Uma maravilha.
Já na estrada, a maravilhosa melodia que meus pais escutam toca a toda altura no som do carro, é abafada pela altura dos meus fones de ouvido. Fico feliz com o tanto de música de qualidade que coloquei no MP3. Depois de algum momento, encosto minha cabeça na janela para dormir. Sinto a maravilhosa tremedeira do carro em minha cabeça, mas isso já faz parte da minha vida e sinto mais alegre com os ótimo sono que me espera. Sono que compensará as horas perdidas da noite arrumando malas.
Ao acordar ainda meio sonso, tenho que disputar com minha irmã o limitado espaço do banco. Ela ainda dorme, por isso, aproveito a curva para ampliar o espaço entre as pernas e abrir os braços.
Confortável como estou, já a quilômetros de distancia da minha cidade e após horas sentado, não sinto desconforto algum. Com tanta diversão, quem sentirá desconforto.
Minha mãe reclama do ar condicionado, que logo é desligado. O ar quente e abafado de verão entra no carro. Mesmo quase morrendo de calor, ninguém reclama e assim o ar permanecer morrendo. Mas a felicidade pela viagem não diminui. E a distância do nosso destino também parece não reduzir.
Olho pela janela e passo a refletir sobre as férias. Precisava delas havia muito tempo e nada melhor do que férias em família pra descansar. Pensando assim até me esqueço de preocupar com a volta. O fato do carro voltar mais cheio, com frutas, verduras, legumes, farinha, tapioca, cana, aves, mudas de plantas, peixes, queijos e outras coisas não me preocupa mais. Pra que me esquentar com isso? Quinze dias depois dessa estrada sem fim, quem vai se importar  com a multidão de coisas nesse carro limitado? Com tanta diversão, quem irá reclamar?
Só posso terminar dizendo: Como amo viajar!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando o chuveiro te deixa na mão


Tomar uma agradável chuveirada, além de indispensável, é um exercício prazeroso. Não importa o clima, um bom banho pode ser uma terapia relaxante. Todavia, como em tudo na vida existe um porém, a relação com o chuveiro não é diferente.
Já deve ter acontecido com todos: a pessoa esta feliz no seu banho quente (o vapor domina todo o banheiro) então a água aquecida para de sair, caindo em seu lugar uma ducha de água fria (literalmente). Você tenta ligar e desligar o chuveiro novamente, mas não tem jeito: seu chuveiro esta queimado. Isso é extremamente decepcionante, pra não dizer brochante. No auge do seu banho, o seu chuveiro te deixa na mão. Talvez isso só não seja pior do que esquecer a toalha no quarto. Ou você grita alguém ou única a opção é atravessar a casa molhado, correndo o gravíssimo risco de escorregar, para resgatar sua toalha. Por fim, igualmente constrangedor, quando acaba o sabonete mo momento em que se está sozinho ou casa, ou ainda, enquanto todos dormem. Por mais que de vontade, não tem outra solução a não ser abandonar o chuveiro querido por uns momentos e pegar um novo sabonete.
Com todas essas possibilidades de constrangimento, a melhor arma é a prevenção: conferir a presença da toalha é fundamental. Verificar a quantidade de sabonete é vital. Controlar a temperatura do chuveiro, pra evitar um excesso no aquecimento, é essencial. Fazendo isso você ira garantir um excelente banho e ter um relacionamento bem sucedido com seu chuveiro!