Inventei de ir ao banheiro durante a aula de inglês. A
escola tinha passado recentemente por uma reforma, e muito provavelmente era a
primeira vez que eu ia ao banheiro dali. Talvez por isso me deparei com algumas
situações um tanto inusitadas.
Primeiro de tudo, quando fui utilizar o vaso sanitário, atrás de mim ficava o secador de mãos. Tomei um susto quando o sensor ligou o
aparelho jogando ar quente nas minhas costas. Por sorte meu pulo não causou
problemas na mira. Rapidamente me movimentei lateralmente e me posicionei ao
lado da privada. A parede era muito colada ao vaso. E o secador era mais ainda.
Terminada minha necessidade, fui, educadamente, lavar as
mãos. Porém a pia era tão pequena que tomei um banho quando abri a torneira, quando o jato de água atingiu minhas mãos.
Comecei a questionar se o tamanho daquela instalação
sanitária estava dentro do padrão. Tudo ali era pequeno demais, curto demais, próximo demais. Se uma
pessoa mais alta que eu (o que não é difícil de aparecer) for ali, certamente
terá problemas maiores.
Pra terminar a aventura, fui enfim utilizar o dito cujo do
secador. Mas o “treco” era tão barulhento, mas tão barulhento, que tive certeza
de que todos na escola ficariam sabendo que eu estava no banheiro. Desisti do
secador e peguei um punhado de papel higiênico para secar as mãos.
Que loucura! Tudo isso pra utilizar o banheiro. Voltei pra
sala sacando a mão, braço e perna, firmemente decidido a jamais ir aquele
banheiro novamente. A não ser em caso de extrema necessidade. Caso contrário,
adiarei a aventura.
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